Na empresa em que trabalho as vezes me deparo com situações que me deixam muito frustrado. Situações que frustram porque geram dúvida quando eu estou certo de ter feito o melhor trabalho, tomado a melhor decisão. Quando isso acontece, parece-me justo se esperar um pouco de reconhecimento, ou melhor, de o que se fez seja ao menos colocado a pesar na balança!
A dúvida que falo é a incerteza de que eu estou realmente certo. Será que sou apenas mais um calouro que acha ter a razão e querer mudar tudo? esse é o tipo de comentário que tenho das pessoas que acreditei que ficariam orgulhosas da minha determinação de tornar a empresa sempre melhor e permitir um melhor ambiente de trabalho.
Posso afirmar à vocês que isto está me fazendo ter cada vez menos a disposição de fazer um bom trabalho, introduzir uma idéia inovativa, gastar tempo fora da empresa pensando no que poderia ser melhorado.
Isso me faz pensar... quantos casos como este existem por aí? quantas pessoas dentro da empresa em que EU trabalho sentem isso? Eu realmente acredito que são TODAS! São tantas as capacidades comprimidas, capacidades que tornariam a empresa muito mais eficiente, inovadora e competitiva. Chega de CHEFES generais dando ordens secas, tratando as pessoas como indivíduos indignos de respeito e auto-realização. Está comprovado que funcionários felizes e motivados produzem mais e melhor, caso apenas um melhor ambiente de trabalho com pessoas mais satisfeitas não bastar.
Cabe às organizações modernas trocar os CHEFES por LÍDERES que identificam e reconheçam capacidades dentro do grupo e que saibam aplicá-las no dia-a-dia da organização. No livro Paixão por vencer, de Jack Welch, li sobre um funcionário de General Eletric que disse a seguinte frase "Por anos fui pago pelas minhas mãos, quando poderiam ter também o meu cérebro, de graça". Essa frase não necessita de explicações e eu poderia até complementa-la, dizendo que se poderia ter tido as mãos, o cérebro e a VONTADE de fazer!
Estas idéias estão muito fortemente presentes na minha maneira de pensar mas por muitas vezes são abaladas pelas dúvidas que acima comentei. Ah como eu queria ter certeza de tudo!
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
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