quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Cura
Pode existir cura pra quem não tem mais valores? Pra quem esqueceu o que é viver ou nunca descobriu?
Falta de valores, profissionalismo e auto-desenvolvimento não se curam no médico!
Puuutz
Falta de valores, profissionalismo e auto-desenvolvimento não se curam no médico!
Puuutz
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
As adaptações
É impressionante como as pessoas se adaptam ao ambiente em que se encontram. A capacidade de adaptação da raça humana é um de seus grandes diferenciais evolucionários, o que por muitas vezes a ofereceu a ela grande poder sobre outras espécies. No entanto, como grandes poderes vem com grandes responsabilidades, eles podem ser usados tanto para o bem quanto para o mal.
A nossa capacidade de adaptação faz com que o lugar onde vivemos esteja diretamente ligado ao que somos, seja na língua falada, na comida de agrado, no deus que se acredita, na maneira de agir ou de resolver os problemas. A adaptação é algo natural e é uma proteção desenvolvida durante a nossa evolução, característica extremamente necessária por sermos seres que vivem em sociedades.
A adaptação tem os seus efeitos colaterais, porém. Adaptar-se a uma maneira de pensar ou agir pode significar não ter que pensar ou agir de maneira própria. A típica informação pré-mastigada. As adaptações humanas ao seu ambiente geram cegueira intelectual, incapacidade de ver a realidade da maneira que ela é, formando um muro onde só se vê deste lado. Grandes acontecimentos ao longo da história vem acontecendo por esta razão. Quem nunca pensou em como uma tragédia que nem o holocausto teve tantos seguidores e atingiu estados tão avançados, atingindo milhões de pessoas? Foi a capacidade de Hitler e seus aliados de explorar essa falha comportamental do ser humano, causada por sua própria capacidade de adaptação, que levou este acontecimento a tal nível. Os humanos adaptaram-se às circunstâncias para proteger a si mesmos e isso os cega.
As adaptações acontecem de maneira tão freqüente e comum que nem nos damos conta dela. Usamos novas gírias e expressões, mudamos de guarda roupa de acordo com a moda da estação e escutamos as músicas que estão em alta. Grandes adaptações também acontecem no nosso local de trabalho, seguindo a constante regra universal do equilíbrio.
Astronautas quando ficam muito tempo no espaço são obrigados a passar horas por dia exercitando-se em máquinas pois o seus corpos estão se adaptando as novas circunstâncias na falta de gravidade, onde músculos e ossos fortes não são necessários. O corpo perde força e rigidez rapidamente já que estas não são mais características necessárias, o que pode gerar grandes problemas quando estes astronautas voltarem a Terra.
Coisas inúteis para nós são rapidamente descartas; sejam estas objetos, informações irrelevantes ou até características físicas não mais usadas. E assim, toda a informação que aprendemos só será gravada se entendermos para que ela nos servirá, é natural, mesmo que infelizmente a utilidade pareça ser simplesmente ir bem nas provas do final do semestre.
Alguns questionam a utilidade de se ter formação superior, afinal, existe muita gente graduada sem emprego, certo? Bom, eu, como universitário, tenho visto bastante vantagens em tal nível de aprendizado. Estar em um ambiente de trabalho da mesma área dos estudos também muito favorece a compreensão da utilidade das informações aprendidas, já que elas são instantaneamente relacionadas a possíveis soluções no nosso dia-a-dia. Adaptação certo, também precisamos de informação para nos adaptarmos ao nosso ambiente de trabalho.
Sim sim, mas e se o ambiente de trabalho não exige, não valoriza e até rejeita o conhecimento? É um grande erro de algumas empresas, comentado em qualquer livro de administração, a a falta de ações para incorporar e reter boas competências.
Na maioria dos casos um funcionário que se sinta sub-valorizado (vou além do dinheiro) procuraria outra oportunidade e mudaria de emprego assim que uma surgisse. Afinal, não se pode deixar de lado todo o seu conhecimento para se adaptar ao resto que não tem um fração de sua preparação!
Mas o que acontece quando trocar de emprego não for uma opção? A primeira reação, na minha opinião, seria tentar introduzir uma nova mentalidade no local, adaptando este à nova realidade do mercado, afinal é para isso que empresas contratam consultorias e gente especializada. Depois de várias tentativas frustradas o que se consegue é conflito, muda-se então a estratégia. Agora, por ações, tenta-se mostrar um novo caminho. As suas ações e bons resultados obtidos, por algum motivo muito estranho chamado "paradigma estúpido", não representam provas da dignidade do seu trabalho.
Com o passar do tempo bate a adaptação tão natural. Os conflitos diminuem e as coisas se acalmam. A necessidade de melhora também não parece mais valer a pena. O que tem de errado com o mercado?? Ironicamente é a pergunta sem resposta, sem valor e muito menos objetivo que não quer calar. -Quem tem que mudar somos nós, empresa!! o pensamento passa com uma respiração profunda que me conforma por todas as tentativas inúteis e incompreendidas que já tive.
Mas as pessoas se acostumam, ou se adaptam, à esse ambiente. Isso é bom, certo? Muito menos conflitos... entra-se na rotina do lugar. Que bom! Vamos esperar para que as coisas melhorem...
-Opa, mas que estranho... eu não tinha previsto isso! mais um efeito colateral da adaptação? Só pode ser.
Assim como o corpo dos astronautas se disfaz dos músculos por eles não terem mais serventia naquele ambiente, começa-se a perder a capacidade e o interesse em aprender coisas novas e continuar a evoluir intelectualmente já que estes fatores não terão serventia alguma e, ainda por cima, trarão novos conflitos no ambiente de trabalho.
Não existe mais a relação do que se aprende com sua aplicação no dia-a-dia profissional e a utilidade da informação aprendida não é mais compreendida. Resultado? Uma empregado conformado sem interesse ou necessidade de qualquer tipo crescimento intelectual. Maus resultados acadêmicos também se juntam à estes fatores pela sua incapacidade de absorção das novas informações agora sem utilidade.
Para a empresa? a contínua incapacidade de melhorar os seus processos e aumentar a sua competitividade em relação ao mercado, em constante evolução, é levada adiante. O final parece óbvio.
A adaptação pode ou não ser uma grande característica dos seres humanos. Eu só sei de uma coisa.. Tenho medo dela, tenho medo de me tornar no que eu não quero ser.
A nossa capacidade de adaptação faz com que o lugar onde vivemos esteja diretamente ligado ao que somos, seja na língua falada, na comida de agrado, no deus que se acredita, na maneira de agir ou de resolver os problemas. A adaptação é algo natural e é uma proteção desenvolvida durante a nossa evolução, característica extremamente necessária por sermos seres que vivem em sociedades.
A adaptação tem os seus efeitos colaterais, porém. Adaptar-se a uma maneira de pensar ou agir pode significar não ter que pensar ou agir de maneira própria. A típica informação pré-mastigada. As adaptações humanas ao seu ambiente geram cegueira intelectual, incapacidade de ver a realidade da maneira que ela é, formando um muro onde só se vê deste lado. Grandes acontecimentos ao longo da história vem acontecendo por esta razão. Quem nunca pensou em como uma tragédia que nem o holocausto teve tantos seguidores e atingiu estados tão avançados, atingindo milhões de pessoas? Foi a capacidade de Hitler e seus aliados de explorar essa falha comportamental do ser humano, causada por sua própria capacidade de adaptação, que levou este acontecimento a tal nível. Os humanos adaptaram-se às circunstâncias para proteger a si mesmos e isso os cega.
As adaptações acontecem de maneira tão freqüente e comum que nem nos damos conta dela. Usamos novas gírias e expressões, mudamos de guarda roupa de acordo com a moda da estação e escutamos as músicas que estão em alta. Grandes adaptações também acontecem no nosso local de trabalho, seguindo a constante regra universal do equilíbrio.
Astronautas quando ficam muito tempo no espaço são obrigados a passar horas por dia exercitando-se em máquinas pois o seus corpos estão se adaptando as novas circunstâncias na falta de gravidade, onde músculos e ossos fortes não são necessários. O corpo perde força e rigidez rapidamente já que estas não são mais características necessárias, o que pode gerar grandes problemas quando estes astronautas voltarem a Terra.
Coisas inúteis para nós são rapidamente descartas; sejam estas objetos, informações irrelevantes ou até características físicas não mais usadas. E assim, toda a informação que aprendemos só será gravada se entendermos para que ela nos servirá, é natural, mesmo que infelizmente a utilidade pareça ser simplesmente ir bem nas provas do final do semestre.
Alguns questionam a utilidade de se ter formação superior, afinal, existe muita gente graduada sem emprego, certo? Bom, eu, como universitário, tenho visto bastante vantagens em tal nível de aprendizado. Estar em um ambiente de trabalho da mesma área dos estudos também muito favorece a compreensão da utilidade das informações aprendidas, já que elas são instantaneamente relacionadas a possíveis soluções no nosso dia-a-dia. Adaptação certo, também precisamos de informação para nos adaptarmos ao nosso ambiente de trabalho.
Sim sim, mas e se o ambiente de trabalho não exige, não valoriza e até rejeita o conhecimento? É um grande erro de algumas empresas, comentado em qualquer livro de administração, a a falta de ações para incorporar e reter boas competências.
Na maioria dos casos um funcionário que se sinta sub-valorizado (vou além do dinheiro) procuraria outra oportunidade e mudaria de emprego assim que uma surgisse. Afinal, não se pode deixar de lado todo o seu conhecimento para se adaptar ao resto que não tem um fração de sua preparação!
Mas o que acontece quando trocar de emprego não for uma opção? A primeira reação, na minha opinião, seria tentar introduzir uma nova mentalidade no local, adaptando este à nova realidade do mercado, afinal é para isso que empresas contratam consultorias e gente especializada. Depois de várias tentativas frustradas o que se consegue é conflito, muda-se então a estratégia. Agora, por ações, tenta-se mostrar um novo caminho. As suas ações e bons resultados obtidos, por algum motivo muito estranho chamado "paradigma estúpido", não representam provas da dignidade do seu trabalho.
Com o passar do tempo bate a adaptação tão natural. Os conflitos diminuem e as coisas se acalmam. A necessidade de melhora também não parece mais valer a pena. O que tem de errado com o mercado?? Ironicamente é a pergunta sem resposta, sem valor e muito menos objetivo que não quer calar. -Quem tem que mudar somos nós, empresa!! o pensamento passa com uma respiração profunda que me conforma por todas as tentativas inúteis e incompreendidas que já tive.
Mas as pessoas se acostumam, ou se adaptam, à esse ambiente. Isso é bom, certo? Muito menos conflitos... entra-se na rotina do lugar. Que bom! Vamos esperar para que as coisas melhorem...
-Opa, mas que estranho... eu não tinha previsto isso! mais um efeito colateral da adaptação? Só pode ser.
Assim como o corpo dos astronautas se disfaz dos músculos por eles não terem mais serventia naquele ambiente, começa-se a perder a capacidade e o interesse em aprender coisas novas e continuar a evoluir intelectualmente já que estes fatores não terão serventia alguma e, ainda por cima, trarão novos conflitos no ambiente de trabalho.
Não existe mais a relação do que se aprende com sua aplicação no dia-a-dia profissional e a utilidade da informação aprendida não é mais compreendida. Resultado? Uma empregado conformado sem interesse ou necessidade de qualquer tipo crescimento intelectual. Maus resultados acadêmicos também se juntam à estes fatores pela sua incapacidade de absorção das novas informações agora sem utilidade.
Para a empresa? a contínua incapacidade de melhorar os seus processos e aumentar a sua competitividade em relação ao mercado, em constante evolução, é levada adiante. O final parece óbvio.
A adaptação pode ou não ser uma grande característica dos seres humanos. Eu só sei de uma coisa.. Tenho medo dela, tenho medo de me tornar no que eu não quero ser.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Conformismo
Tu ainda tem muito pra aprender...
Tu tens razão e como eu queria que tu me ensinasse alguma coisa... Algo útil para a minha vida, uma lição, uma experiência, algo que faça sentido... Não quero repetição das regras que de tanto impostas a mim fizeram ser quem eu sou, regras não funcionam mais para mim nem para os que estão por vir depois de mim. Ensinem valores, por favor! Me ensinem a acreditar em mim e ir atrás do que eu quero, me auxiliem nas minhas decisões e tentem me ajudar a me guiar. Mostrem-me que eu não sou tão inútil deixem-me confiar nas coisas que gosto e faço bem. Eu preciso dessa segurança. Eu preciso de uma conversa sincera, não aguento mais competições de rebaixamento moral alheio. O que eu falo eu realmente quero que vocês escutem mas as respostas que recebo não fazem sentido, parecem ser apenas alguma frase qualquer criada no momento para que eu sempre acabe sendo o errado no final, mesmo que ela não tenha absolutamente nada a ver com o que eu havia falado. Era um momento que eu queria desabafar e não competir com vocês.
Penso no que vocês me falam quando dizem que tenho muito a aprender. Fico tentando descobrir através das suas próprias atitudes. Por mais triste que isso seja, e eu não falo por mal, eu não vejo nada de bom se tratando de qualidade de vida, familia, respeito, compreenção. Compreenção? o que é isso?? aprendi no dicionário.
Eu sei que se vocês lessem isso ficariam desapontados comigo. Não, não, não... tu sempre teve tuuuudddooo o que tu queria, estudou no exterior, vai pra faculdade, sai sempre que quer... Tu não sabe o que tu ta falando, reclamando de tudo, nunca ta contente com nada!
Talvez o que eu esteja falando vá além do tudo que vocês conseguem enxergar, o que me trás muita angústia. Eu sei que não posso mudar vocês, mas também não posso viver assim, também não posso desaparecer, também não posso tentar outra coisa, outro emprego, não posso contar com a sua ajuda e tenho medo de tentar já as minhas tentativas má sucedidas serão usadas contra mim, pra provar que eu não sou capaz do que eu acredito poder me tornar, que as coisas não são tão simples.
Será que é isso que dizem que tenho que aprender? que eu não sou capaz de fazer as coisas que eu quero fazer e que elas não são simples como eu penso? Eu já fiz muitas coisas que poderiam ser consideradas complicadas demais por muita gente e sei que as que não deram certo foram por falta de aplicação minha! Não é tão difícil quando se tem uma cabeça cheia de idéias que se encaixam, mostram caminhos novos e que tem todo o potencial para dar certo. Se algo não deu certo ou a solução não está prontamente visível não é porque ela não existe, é porque não se pensou direito!
Eu espero que a grande lição que comentastes que tenho a aprender não seja me conformar com as coisas erradas que vejo ao meu redor, me conformar que minha grande idéia não vai dar certo...
Eu fico pensando nessas coisas e tentando não me decepcionar... Serão estes os mortos vivos? Não quero morrer ainda, mesmo sendo errado viver...
Tu tens razão e como eu queria que tu me ensinasse alguma coisa... Algo útil para a minha vida, uma lição, uma experiência, algo que faça sentido... Não quero repetição das regras que de tanto impostas a mim fizeram ser quem eu sou, regras não funcionam mais para mim nem para os que estão por vir depois de mim. Ensinem valores, por favor! Me ensinem a acreditar em mim e ir atrás do que eu quero, me auxiliem nas minhas decisões e tentem me ajudar a me guiar. Mostrem-me que eu não sou tão inútil deixem-me confiar nas coisas que gosto e faço bem. Eu preciso dessa segurança. Eu preciso de uma conversa sincera, não aguento mais competições de rebaixamento moral alheio. O que eu falo eu realmente quero que vocês escutem mas as respostas que recebo não fazem sentido, parecem ser apenas alguma frase qualquer criada no momento para que eu sempre acabe sendo o errado no final, mesmo que ela não tenha absolutamente nada a ver com o que eu havia falado. Era um momento que eu queria desabafar e não competir com vocês.
Penso no que vocês me falam quando dizem que tenho muito a aprender. Fico tentando descobrir através das suas próprias atitudes. Por mais triste que isso seja, e eu não falo por mal, eu não vejo nada de bom se tratando de qualidade de vida, familia, respeito, compreenção. Compreenção? o que é isso?? aprendi no dicionário.
Eu sei que se vocês lessem isso ficariam desapontados comigo. Não, não, não... tu sempre teve tuuuudddooo o que tu queria, estudou no exterior, vai pra faculdade, sai sempre que quer... Tu não sabe o que tu ta falando, reclamando de tudo, nunca ta contente com nada!
Talvez o que eu esteja falando vá além do tudo que vocês conseguem enxergar, o que me trás muita angústia. Eu sei que não posso mudar vocês, mas também não posso viver assim, também não posso desaparecer, também não posso tentar outra coisa, outro emprego, não posso contar com a sua ajuda e tenho medo de tentar já as minhas tentativas má sucedidas serão usadas contra mim, pra provar que eu não sou capaz do que eu acredito poder me tornar, que as coisas não são tão simples.
Será que é isso que dizem que tenho que aprender? que eu não sou capaz de fazer as coisas que eu quero fazer e que elas não são simples como eu penso? Eu já fiz muitas coisas que poderiam ser consideradas complicadas demais por muita gente e sei que as que não deram certo foram por falta de aplicação minha! Não é tão difícil quando se tem uma cabeça cheia de idéias que se encaixam, mostram caminhos novos e que tem todo o potencial para dar certo. Se algo não deu certo ou a solução não está prontamente visível não é porque ela não existe, é porque não se pensou direito!
Eu espero que a grande lição que comentastes que tenho a aprender não seja me conformar com as coisas erradas que vejo ao meu redor, me conformar que minha grande idéia não vai dar certo...
Eu fico pensando nessas coisas e tentando não me decepcionar... Serão estes os mortos vivos? Não quero morrer ainda, mesmo sendo errado viver...
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